Chile: Valparaiso

Valparaíso, charme

Valparaíso é para ir depois de estar uns dias em Santiago. Ela fica uma hora e meia da capital. Muita gente passa o dia nela e vai embora, um erro fatal, para se conhecer Valpo (como seu habitantes a chamam) é necessário um par de noites.

Ela é toda colorida e distribuída por cerros (morros). Tem um ar simpático, provavelmente provocado pelas cores alegres de suas casinhas empilhadas, construídas com zinco, vasinhos e flores nas janelas, cortinas de renda, mimo e cuidado.

A origem de Valparaíso vem do mar, do seu porto, que na metade do século XIX foi importantíssimo, pois era pit stop das embarcações que do Pacífico, desciam até o Estreito de Magalhães, rumo ao Atlântico. A cidade dos marinheiros é hoje a dos visitantes que buscam boemia, a casa (museu) de Pablo Neruda, bons restaurantes e lugarzinhos charmosos para domir. Sim, no meio deste cenário levamente anárquico, estão hotéis boutique tentadores e tão adequados a uma vida a dois. Cantinhos que despertam a mais bem-vinda e adequada preguiça e vontade de namorar!

Um dia a que se caminhar pelas ruas, calçar um sapato confortável, colocar a câmera de fotos no pescoço e encarar ladeiras, acima e abaixo, de um morro para o outro, e buscar capturar a alma livre e aventureira de Valpo, de suas pequenas galerias de arte, lojinhas entulhadas de artesanatos (repare nos belos tabuleiros de xadrez), nas fachadas amarelas, vermelhas, azuis, rosas, violetas que nos dias de sol explodem aos olhos e alegram a alma!

No seguinte demore para sair da cama, namore mais um pouco e depois escolha um restaurante para almoçar, destes projetados em terraços com uma vista espetacular para o porto e suas grandes embarcações, peça por um vinho chileno (ouro da casa) e desfrute do fazer nada entre peixes frescos e um bom papo.

Dica da Cris: O Casa Higueras, no Cerro Alegre, é uma delícia de lugar! Os quartos tem sacada própria e são bem decorados. Há uma piscina e jacuzi deliciosos acompanhados de uma bela vista. Da cozinha saem irresistíveis ceviches e pisco sauer. No entardecer suba ao terraço e tenha Valpo a seus pés e seu amor ao alcance!

Minas Gerais: Tiradentes

Tiradentes

Tiradentes é uma pequena cidade com três mil habitantes – talvez fosse até mais apropriado dizer povoado pelo seu jeitinho simples e acolhedor. Ela faz parte do roteiro de cidades históricas de Minas Gerais. Ouro Preto é a mais famosa e já com tamanho de gente grande. Ela permanece com ares interioranos, suas ruas são de pedras, cheia de sobradinhos, o verde é abundante, todos se cumprimentam pelas ruas.

Foi fundada em 1702 como o arraial de Santo Antonio do Rio das Mortes, passou a ser a vila de São José e virou cidade em 1860. Em 1889 seu nome muda para Tiradentes (nascido na cidade), em homenagem a José da Silva Xavier (o Tiradentes), que lutou na Inconfidência Mineira, um movimento pré Independência do Brasil buscando o fim da exploração dos portugueses. Líder da rebelião, foi morto, esquartejado, sua cabeça colocada numa gaiola e levada para Ouro Preto.

No século XVIII ela era um poderoso centro de exploração de ouro. Hoje seu conjunto arquitetônico é tombado. Saia a caminhar pelas ruas, vire em uma esquina, em outra, suba a ladeira, visite as igrejas e antiquários, tire foto da igreja matriz de Santo Antônio, a mais importante, arrisque um passeio de charrete. Na praça principal tem vários restaurantes com comida típica e gostosos para desfrutar de um final de tarde, peça pelos pastéis de angu.

Nas redondezas outra cidadezinha encantadora é Bichinhos, prepare-se para querer comprar tudo que ver pela frente, quem gosta de madeira de demolição e objetos de decoração, coloridos, feitos com papel machê, cabaças, pedra sabão, estanho, latão, folha de flandres, prata e ferro vai enlouquecer. É uma loja ao lado da outra, totalizando setenta, e todas muito bem organizadas e bonitas.

E a culinária? Estes mineiros são bons nos doces: ambrosia, biscoito de amendoim, doce de leite e pé de moleque. Sem falar dos famosos feijão tropeiro, tutu mineiro e frango ao molho pardo.

Dica da Cris: há uma inúmera quantidade de pousadas em Tiradentes, a Pousada Três Portas fica em um sobradinho, tem um atendimento muito simpático, quartos simples e acolhedores, um café da manhã farto e delicioso, prove o queijo orgânico feito na chapa. Não perca o show de marionetes!

Porto Alegre

Porto Alegre

Escrever de Porto Alegre é falar de casa. Meu porto seguro que tem o simpático nome de Alegre. Para nós, é apenas Porto. Com colinas no horizonte e um lago que tem o nome de Rio Guaíba. Se somos bairristas? Sim, senhor. Por isso achamos que nosso pôr do sol é o mais bonito do Brasil. Tirando os exageros, ele é lindo, demais! A cor, dos entardeceres, é realmente marcante, vermelho, rosa e amarelo, fortes no céu.

Os gaúchos são ligados as tradições e isso é muito bonito de ver! O chimarrão está presente nas casas, escritórios, parques, escolas, ele vai a tiro colo, faça sol ou faça chuva, calor ou frio. Churrasco então! Passear domingo pelas ruas da capital é sentir o cheirinho do assado.

Porto ainda tem muito caminho pela frente para chegar onde deve em termos de turismo e isso acontece em todo o Brasil, mas da minha cidade posso falar com mais propriedade. Mesmo assim, há muito que ver e desfrutar nela. Temos alguns parques por aqui, na falta de praias. O Parcão, a Redenção, o Marinha são grandes áreas verdes numa cidade que se orgulha de ser arborizada. No beira do Guaíba, no Gasômetro, se pode ter uma bela vista do sol morrendo no rio.

Pelas bandas do centro é possível admirar a arquitetura antiga da cidade, o Mercado Público com suas bancas com ervas, temperos, peixes, sorvetes, frutas (almoce no Gambrinos), o Teatro São Pedro (lindo e com ótimos espetáculos), a Praça da Alfândega (local da Feira do Livro no final de outubro e começo de novembro), o Santander Cultural e o Margs (com mostras de arte) e a Casa de Cultura Mário Quintana onde durante anos morou nosso poeta.

Dois bairros para dar um pulinho: Moinhos de Vento e Cidade Baixa. Em ambos há bons restaurantes, bares e cafés. A Cidade Baixa, diz a lenda, é mais alternativa. O Moinhos um pouco “mais arrumadinho”.

Na rua Lucas de Oliveira está o Blue Tree Towers, um hotel que foi remodelado com decoração clean e uma bela vista. Muito namorei nas noites de verão…

Dica da Cris: Meus lugares preferidos, café da manhã na Barbarella, almoço no Le Bistrot da Praça Japão, jantar no Koh Pee Pee. No turno da manhã passeio no Parcão. A tarde ir conhecer o museu do Iberê Camargo e ver o pôr do sol no Guaíba bebendo um espumante no Bah.

Moscou: Ritz

Moscou, cidade

Moscou está cada vez mais perto. Visto já não é necessário. A nova geração trás um ar mais leve. O estrangeiro é recebido com cordialidade e começa a descobrir o quanto a capital da Rússia é extremamente  segura e simplesmente deslumbrante!

Tudo começa e acontece ao redor da Praça Vermelha. Ao chegar nela a emoção aflora. A beleza arquitetônica nos deixa atônitos. É exatamente isso que você deve fazer: observar, atento, introspectivo os séculos de história que pairam no ar. Vindo da rua Tverskaya a primeira imagem a ser contemplada é a Catedral de São Basilíco, construída no século XVI, por ordens do czar Ivã, o Terrível, com suas cúpulas coloridas e arredondadas, no estilo bizantino. Uma visão que lhe arrebata!

Dos 12 milhões de habitantes que habitam Moscou certamente você vai encontrar alguém que fale inglês, não se assuste ao tentar ler e não conseguir, eles usam o alfabeto cirílico.

É super fácil de andar na cidade, um mapa será suficiente para você se localizar. Metrô é outra boa opção e uma atração imperdível,  pelas estações há afrescos, mosaicos em ouro, arcos e estátuas! Fruto da época em que existia a utopia de que todos fossem iguais e, por isso, se buscou oferecer um transporte público de alto padrão e beleza.

A história da Rússia tem uma força incrível. Sua monarquia foi uma das mais longas, no museu da Armaria, dentro do Kremlin, confira a coleção de carruagens, jóias, coroas, tronos, vestimentas cravejados de pedras preciosas. Algo impressionante!

O rio Moscou acompanha a muralha sul do Kremlin, dezoito pontes passam por cima dele, passeios de barco são deliciosos para ganhar um ângulo novo da cidade e suas torres.

Busque colocar na agenda: ballet de Bolshoi e a Catedral de Cristo, o Salvador (de 1812 em homenagem ao exército russo que deteve Napoleão Bonaparte).

Dica da Cris: A uma quadra da Praça Vermelha está o The Ritz Carlton, ele é o melhor hotel da cidade, no 11 andar fica o badalado sushi bar O2 e no -1 o SPA com sauna e piscina em tons negros. Poucas quadras dali está o aclamado Café Pushkin e o gracinha Xaya Nypu que serve culinária da Georgia. Espere encontrar restaurantes surpreendentes em termos de decoração e qualidade. Moscou é bola da vez!

Punta del Este: Mantra

La Barra, praia

La Barra fica entre Punta del Este e José Ignácio, no litoral do Uruguai. Estar no meio do caminho representa muito. Punta é uma grande cidade, à beira mar, com cassino, lojas de grifes, restaurantes e agito. José Ignácio é um sofisticado povoado que aprecia a simplicidade. La Barra? Tem um pouquinho dos dois.

Ela tem um ar mais despojado, lindas casas do tipo rústico-chique. E ao mesmo tempo, na rua principal, durante os meses de verão, marcas de peso patrocinam lounges, abrem lojas, aproveitam a forte demanda de gente circulando a toda hora.

Se você gosta de “ver e ser visto” vá para a praia de Bikini, lá estão as mais belas argentinas, é de admirar o estilo que têm. As brasileiras também marcam presença. Quem tem a credencial: corpo malhado vai estar em casa. É um lugar predominantemente de gente bonita.

Já Montoya muda um pouquinho. Se pode encontrar famílias e um público mais reservado. Ambas as praias são lindas e tem uma bela vista para o skiline de Punta del Este.

Característico do litoral uruguaio é justamente o bom gosto na decoração. Desde restaurantes super transados à casas dos sonhos. Os paradoros fazem parte do pacote. O hotel Mantra possui um em Montoya, destes que você entra e não quer mais sair, com deque de madeira, sofazinhos, serviço de praia, restaurante onde são servidos petiscos, com destaque para os anéis de lula.

O Mantra é um hotel-spa-cassino que fica perto e longe do  burburinho. Longe o suficiente para você estar em paz, em meio a um bosque de eucaliptos, e perto para ir a praia e estar no “fuzuê” em minutinhos. Seu ponto forte é, sem duvida, o SPA, as massagistas são incríveis, há uma área ótima com sauna, jacuzis e salinha para relax. Fora a academia de ginástica que fica ao lado e é supercompleta.

Para comer bem, não precisa ir longe, dentro do hotel, está o Zafferano. Espere encontrar pratos gourmets, preparados pelo chef Patricio Gutierrez, bem apresentados onde a cozinha mediterrânea se destaca.

Dica da Cris: O entardecer na beira da piscina é lindo. O céu ganha cores especiais. Este é um cantinho do hotel muito charmoso e esta hora do dia é o melhor momento nele. O movimento já acalmou e a luz fica divina.

Istambul: Ritz

Istambul é a cidade das mesquitas, os templos de oração dos mulçumanos, que a deixam tão misteriosa e atraente. É o canto das orações evocados cinco vezes por dia que comprovam este ser um país devoto a Ala, sem aparentes atos fanáticos.

O estreito de Bósforo separa o lado europeu do asiático e você deve conhecer os dois, a travessia é rápida e deliciosa dentro de um dos ferry boats.

A cordialidade do povo turco é deliciosamente surpreendente. Um quarto das mulheres usa lenço na cabeça e pouquíssimas burca. Os homens são respeitosos. Ela é suja, o trânsito caótico, é a cidade européia mais populosa, e mesmo assim, Istambul é apaixonante!

O que mais encanta são os mercados: Grand Bazaar e Spice Market. Espere encontrar uma explosão de cores, sabores e aromas. No imenso Grand Bazaar há desde os famosos tapetes turcos, lenços de cashmere, a singela louça típica colorida, tabuleiros, lâmpadas do gênio… Tente encontrar produtos que não sejam made in China. É de praxe negociar, mas não fique apenas focado em preço, garimpe por qualidade. No Spice Market são as especiarias que vão reinar! Amarelo, vermelho, azul, verde tomam conta das banquinhas que estão lado-a-lado no longo corredor.

No lado antigo, visite a belíssima Mesquita Azul, com seis torres, projetada entre 1609 e 16, por ordens do sultão Ahmed e na frente dela a Basílica de Santa Sophia (Hagia Sophia) construído entre 532 e 37 pelo Império Bizantino para ser a Catedral de Constantinopla, virou mesquita em 1453 e hoje é um museu. Ambas de uma beleza tocante!

Istambul é um lugar onde a gastronomia reina com sabores que vêm dos mares, o cordeiro, as especiarias. Não perca o cardápio inspirado em receitas otomanas, do ano de 1.400, do Asitane, os moderninhos 29 Ulus e Sunset, com uma vista mravilhosa da ponte do Bósforo. Assista o empolgante Turkish Dance Night no Hodjapasha e suba na Galata Tower, no entardecer, para ter uma bela vista da cidade.

Dica da Cris: O banho turco do The Ritz Carlton foi uma das experiência mais incríveis da minha vida, o carinho da equipe faz bem a alma, prove o meze preparado pelo chef Ali Ronay, inesquecível!

Santa Catarina: Quinta das Videiras

A ilha de Florianópolis nos faz mesmo suspirar. À caminho das praias do leste você pega a estrada que serpenteia morro a cima, quando chega no topo, se vê na deliciosa obrigação de dar uma paradinha. Do mirante a lagoa da Conceição se descortina, toma conta do horizonte, seus olhos brilham. Ela passa pela avenida das Rendeiras, onde há toalhas e roupas bordadas a mão, e costeia as dunas brancas, local prefeito para brincar em cima de uma prancha de snowboard.

Inspirado por este cenário a descida vem acompanhada de uma curiosidade fugaz que clama por mais beleza, por sentir o sabor do vento, colocar o pé na areia, mergulhar, sentir-se vivo, deixar o calor tomar conta do seu corpo (nos meses de verão, é claro, o inverno é bem rigoroso).

Pela avenida das Rendeiras estão uma dezena de restaurantes onde a especialidade é peixes e frutos do mar, com o diferencial: sempre chegam bem fresquinhos e, por isso mesmo, mais saborosos. À esquerda na lagoa velas e mais velas de kyte e windsurf fazem piruetas no ar, um espetáculo bonito de ver!

Seguindo a diante você vai encontrar as praias de Joaquina, famosa pelo surf, da Mole, cheia de gente bonita, ondas fortes e praia de nudismo ao lado (Galheta), a Barra da Lagoa, mais tranquila e frequentada por famílias e “tribos alternativas” e Moçambique com acesso por uma estrada de terra em meio a um bosque de eucaliptos e apreciada por surfistas pela boa formação das ondas.

No meio do centrinho da Lagoa, numa rua calminha, está a pousada Quinta das Videiras, supergracinha, uma jóia rara. Sua arquitetura é fidedigna à portuguesa. A recepção fica junto a um colorido solarium, o SPA está ao lado da piscina e os quartos foram projetados na casa de dois andares, cada um leva o nome de uma uva. O Merlot é um loft com jacuzi na cobertura. Meu preferido, por ser romântico, é o Chardonnay que tem ofurô a passos da cama!

Dica da Cris: Depois de curtir um dia de praia (no verão ou inverno) reserve o SPA que fica numa salinha private, deixe apenas a luz da vela iluminar o ambiente, despeje sais no ofurô e relaxe escutando a música calminha, despeje água fria da jarra de prata de tempos em tempos e depois deite-se com seu amor na cama que fica ao lado.

Santa Catarina: Costão do Santinho

O Costão do Santinho é um resort, destes super grandes, com 750 mil m2 de Mata Atlântica preservada, 200 mil m2 de área construída e campo de golfe. Tudo vem no plural: piscinas, bares, restaurantes e 695 apartamentos divididos em 14 vilas acomodando até 1.900 pessoas.

Ele fica em frente a Praia do Santinho, vizinho do Morro das Aranhas, ao norte de Florianópolis. Em novembro de 2010 ganhou pela sexta vez consecutiva o prêmio de Melhor resort de Praia, dado pelos leitores da revista Viagem e Turismo. Fui lá conferir o que ele tem de tão bom e descobri o seguinte: ele é perfeito para famílias com crianças porque há uma equipe de recreação que vai até às 23 horas, ou seja, casais a fim de um jantarzinho romântico terão a prole supervisionada enquanto o clima de romance comanda a noite.

A localização é outro motivo para querer ficar, ele é quase pé na areia. Só não é mais pelo seu tamanho, dependendo onde for seu quarto terá que caminhar uns minutinhos para chegar na praia. Eu sugiro escolher pelos quartos da ala internacional e peça pelos com vista para o mar. Você vai dormir com a sensação de ter o mar ao seu lado, escutando o chuaaa gostoso das ondas quebrando nas pedras.

A piscina da parte internacional é a mais reservada, tem um deque de madeira com espreguiçadeiras, uma parte protegida com uma parede de vidro para os dias com muito vento, borda infinita e uma vista incrível do Santinho. Não toca música alta nem tem aula de dança. O que eu, particularmente, acho um alento. Se você for da “praia dos mais sossegados” fique definitivamente nela.

O Rancho do Peixe é o bar à beira-mar, com mesinhas e um pequeno deque  de madeira. Ele serve camarão, ostras, lulas super fresquinhas e deliciosas (provadas e aprovadas, viu?). A praia fica a apenas alguns passos, você não precisa se preocupar com cadeira e guarda sol, isso o resort oferece à você e instala.

Dicas da Cris: durante o inverno, de julho a setembro, as Baleias Francas dão um verdadeiro espetáculo no litoral catarinense e podem ser vistas da beira da praia. No verão a ilha fica difícil de se locomover devido o trânsito caótico, o bom do Santinho é que você tem tudo ali e não precisa pensar no constrangimento de ficar horas dentro de um carro na volta da praia.

Cidade do México: Sheraton

Cidade do México

Tudo na Cidade do México é superlativo: tem uma arquitetura incrivelmente bela, super moderna, a segunda cidade mais populosa do mundo, com um trânsito caótico, poluída, desenvolvida, com pirâmides belíssimas, dona de uma cozinha apetitosa e com um povo alegre.

Minha decisão em apostar alguns dias nela, depois de estar no litoral, foi um belo acerto. Encontrei museus, sítios arqueológicos, galerias de arte, monumentos, praças, parques, bons restaurantes, ótimos hotéis, tudo o que as capitais mais importantes do planeta têm!

Frida Kahlo (1907 – 54) é para o México o que Gaudi é para a Espanha. Sua vida, além da expressiva arte, foi marcada pelo tórrido caso de amor com Diego Rivera, envolvimento com a esquerda e o sofrimento com a poliomielite infantil. Frida já rendeu livros e filmes, deixou o México mais perto do mundo. Sua casa se tornou um museu aberto ao público na esquina da Allende com a Londres, no bairro de Coyoacán.

O bairro de Polanco é a típica parte rica da cidade com endereços gastronômicos e de grife para agradar qualquer bom gosto. O bairro é arborizado e frequentado pela nata mexicana e estrangeiros com cartões de crédito sem limite. Sem dúvida, vale o conhecer e curtir os bares do momentos e gente bonita, mas há que passar pelo centro histórico na Plaza de Constituición (Zócalo) onde está a Catedral Metropolitana e o Palácio Naciobal. Não perca uma visita ao Palácio de Belas Artes. 

O Sheraton (Maria Isabel) da Cidade do México é um hotel grande e confortável. Não é o mais luxuoso nem moderno da cidade. Atende bem pela localização, ele fica perto do Paseo de Reforma. Vale pedir pelos andares que tem acesso ao Club Lounge.

Dica da Cris: Até 1.500 o Império Asteca estava em total evidência. Antes deles existiam os teotihuanos, que viviam a 50 KM ao norte, nas pirâmides de Teotihuacan. Este é um passeio imperdível e único que pode ser feito em uma dia. O topo das pirâmides chega a 2.300 metros e você pode subir pelos degraus, entre uma espiada e outra as demais pirâmides. Contrate um guia para conhecer a história com profundidade. Do lado dela está o Palácio Quetzalpapalotl, um labirinto de templos e residências. Sem dúvida este é o ponto alto da viagem.

Barcelona: Mandarin Oriental

Barcelona, cidade

Barcelona rima com alegria. Ela parece uma cidade européia com DNA sul-americano. Os homens são cortejadores, as mulheres sensuais. É necessário cuidar a bolsa da malandragem dos trombadinhas. Ela dorme mais tarde, tem clima de praia graças ao Mediterrâneo que a abençoa com águas de um azul intenso e praias agitadas. Nela a arte de rua floresce! Artistas tocam a cada esquina e o Palau de la Musica é imperdível para os amantes de música erudita.

Quando a gente fala da parte medieval, rumamos para o bairro Gótico e de Borne, então temos certeza de estarmos tratando do Velho Mundo. Um labirinto de ruelas, é um imã, aguçam a curiosidade, nos fazem querer ir além e descobrir o que tem ao dobrar aquela esquina.   Um bar de tapas? Os idiomas se alternam e um clima de fascínio toma conta do viajante. A imaginação busca percorrer séculos de história, adivinhar o que naquele exato ponto pode ter acontecido quinhentos, um, dois mil anos atrás.

O bairro residencial de Gracía, menos frequentado pelos turistas, deve ser percorrido num passeio, sem pressa, buscando descobrir novos vinhos e sabores. Reserve pelos menos duas horas para desfrutar do Boqueria, um mercado limpo, organizado e colorido com frutas, doces, especiarias, cogumelos e peixes.

A arte de Gaudí é uma continuação da palavra Barcelona. Cumpra o caminho que leva ao Paseo de Gracía, Parc Guell e Sagrada Família, nele você vai conferir as principais obras do espanhol com sua arte irreverente e colorida!

Para ver a cidade de cima, numa vista de tirar o fôlego, siga para o Montjuic onde tem um museu, castelo e mirador. Após desça até Barceloneta, a praia mais central da cidade, comece pelo porto com as centenas de barquinhos estacionados até chegar no calçadão, ali eleja um dos restaurante que ficam na areia em deques transados e tire o dia para escutar o barulhinho do mar e desfrutar da culinária mediterrânea.

Dica da Cris: O Mandarin Oriental de Barcelona está um escândalo de tão moderno e lindo, decorado por Patricia Urquiola. Ele fica no Paseo Gracía, melhor localização possível. O quarto é um deslumbre, a cobertura maravilhosa, no restaurante Blanc, o chef Jean Luc Figueras, seduz com sabores da Catalunia.