Polinésia Francesa, Fakarawa, Le Maitai Dream

Polinésia Francesa, Fakarawa, Le Maitai Dream

Sabe quando encontramos a pessoa da nossa vida? Quando o beijar é um prazer imensurável? Uma noite de amor parece valer uma existência? E antes disso pensávamos que sabíamos o que era o amor. Quando o bom fica irretocável? É exatamente isso que você vai sentir ao chegar no atol de Fakarawa, na Polinésia Francesa. Se você achava que as outras ilhas eram incríveis, esqueça do ontem e projete o agora. Voltar para casa será um ato de pura insanidade.

Ele fica no arquipélago de Tuamotu, só existe um bom lugar para se hospedar, o Mitai Dream Fakarawa. Se tem bangalôs com palafitas? Não. Se é super luxuoso. Também não. Ele tem bangalôs a poucos passos do mar, as cadeiras perto da água são de plástico. Decepcionado? Não fique. O Mitai oferece tudo o que você precisa para ser feliz. O sol morre no mar, há caiaques para passeios tranquilos, os quartos são uma graça e com todo o conforto necessário, o restaurante é delicioso, o atendimento pode ser um pouco demorado (tudo é feito na hora, vem fresquinho), deixe a pressa em casa, apenas pense em amar.

Um pier grande invade o mar, compõe o cenário. E mais, o leva até as lanchas, que numa travessia de duas horas passando por fazenda de Pérolas Negras o levam a uma ilhota. Ao chegar, se você sentir vontade de chorar, vá em frente, porque a beleza deste lugar nos deixa arrebatados. Pequenas casinhas de madeira estão num imenso jardim de coqueiros, depois uma escola de mergulho, mais a frente O Degrau. Meu amigo, o jornalista Décio Galina, o descobriu e me mostrou. Num primeiro olhar nada além daquelas cores inacreditáveis, da água transparente que se pode enxergar os grãos da areia, ela começa batendo na canela, aos poucos a profundidade aumenta, chega a um metro, nesta altura do campeonato você já está na horizontal, colocou a máscara de snorkel e de repente um buraco de dez metros se abre e lá embaixo aparecem os mergulhadores com cilindro, além deles tubarões e cardumes super coloridos. A cena é marcante. A seguinte vai ser mais ainda, uma nova ilhota, minúscula, um coqueiro debruçado sobre o mar, peixe pescado e sendo cozido numa fogueira improvisada. Você decide nunca mais voltar, isso seria uma insanidade, bastam você, seu amor e uma ilha deserta no meio do Oceano Pacífico.

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