Deserto do Atacama, Explora

São Pedro, Deserto do Atacama, Explora

São Pedro do Atacama é um povoado chileno, com casas de adobe, ruas de terra e cerca de três mil habitantes no meio do deserto mais árido do mundo. Bucólico, não? Até poderia ser só isso, mas é muito mais. São Pedro é a base para as demais expedições pelas lagunas (sim, há lagunas lindas no Atacama, Sejas e Altiplânicas), para os vulcões (com até seis mil metros de altura que se pode subir com a devida aclimatação), para os Geiseres del Tatio (fumarolas que saem do chão a uma temperatura altíssima e podem chegar a cinco metros de altura), para trilha de Guatin (cactos centenários no meio de um vale de pedras), para as piscinas naturais de Puritama (aquecidas pela ação dos vulcões) e à um dos pôr do sóis mais bonitos do mundo (dois bons lugares para assistir: do Vale de la Luna e do Salar do Atacama). Ele é um destino totalmente fotogênico, as cores explodem aos olhos, com astral de aventura. Sua rua principal chama Caracoles e nela há lojinhas de artesanato e restaurantes – alguns muito bons como é o caso do Adobe que tem um menu criativo, mesas ao ar livre e fogueira no centro. Durante um bom tempo Atacama foi um destino procurado por mochileiros, tempos passados, hoje há uma bela gama de hotéis de luxo. O primeiro deles a se instalar na região foi o Explora, o mais bacana nele é a proposta de trabalho, apesar do hotel oferecer suficientes encantos que facilmente o seduziria a querer ficar dentro (piscinas, saunas, espreguiçadeiras, restaurante gourmet, quartos super charmosos) a filosofia é incentivar os hóspedes a ter uma relação íntima com a natureza. Para isso há guias especializados, vans equipadas e vários mimos para deixar as excursões ainda mais estimulantes como piqueniques chiques no meio do nada. Exclusividade da casa é o observatório de estrelas de onde se pode ver os anéis de Saturno. Com toda esta infra e toque exótico namorar é apenas uma adequada e esperada consequencia depois de um dia de aventuras.

São Francisco de Paula, Pousada do Engenho

São Francisco de Paula, Pousada do Engenho

A baixa temperatura provoca aproximação. Bem isso seria fatal. No inverno é bastante frio, São Francisco de Paula – conhecida como São Chico – está a mil metros acima do nível do mar. No verão, à noite, é sempre fresquinho. Só viaje para lá em uma condição: apaixonado, este é o clima. Dentro de um dos dez chalés tudo parece tão apropriado. A vasta mata nativa o isola do mundo, de tudo. Clarabóias em cima das camas trazem luz natural para dentro do quarto. O silêncio é imperativo. A respiração mais forte pura consequencia. Pelo chão lã de carneiro bem perto da lareira. Esqueça a cama. Fique ali, apenas se preocupe em alimentar o fogo. Abra um vinho. Lá pelas tantas prove o salmão e o cordeiro. Lambuze os dedos com o Napoleão de chocolate. Decida ligar a jacuzzi projetada para casal, derrame gotinhas de sais de banho, deixe as velas serem a única fonte de luz, relaxe. Cochile na cama com muitos travesseiros de plumas de ganso. Acorde, espie a varanda, balance na rede. Deixe o dia dar lugar à noite deitado em cima do pelego fofinho e abraçado no seu amor. Quando for adequado visite o spa que fica num centenário engenho de mandioca e descubra uma sala de massagem com duas camas – propícia para os casais, depois mergulhe no ôfuro que fica numa salinha private, não se intimide pelas paredes de vidro com vista para o verde, ninguém passa por ali. Jante na casa principal à luz de velas. Para os corredores de plantão há o lago São Bernardo, de 1.900 metros, com plátanos a rodear, no outono ficam vermelhos e amarelos. A cidade é pacata, com 1.800 moradores, tem homens vestidos a rigor, com bombacha e lenço no pescoço, uma loja de botas de couro feitas à mão, outra de malhas. Uma padaria e um livraria bacana. A Pousada do Engenho, é a cereja do bolo, um lugar obrigatório para constar no seu livrinho de lugares para amar. Ame, ame muito!

São Petersburgo, Grand Hotel Europe

São Petersburgo, Grand Hotel Europe

E o mundo parece crescer, chegar na Rússia é uma grande experiência. Vá preparado para ser tratado com uma certa rigorosidade, o comunismo acabou, mas os anos de ferro embruteceram seu povo, são as novas gerações as responsáveis por dar um clima mais leve à San Petesburg, uma das cidades mais lindas do mundo que teve sua fundação em 1703 e construída a pedido de Pedro, O Grande. Ela é simplesmente deslumbrante. O tempo não ajuda, chove muito, o inverno é rigoroso, mas se você tiver a sorte de a conhecer com algumas horas de sol vai se apaixonar em segundos. As mulheres são estonteantes e super arrumadas, os homens (infelizmente) não herdaram a mesma beleza. O que mais impressiona em San Pets é a arquitetura dos tempos dos Czares, tudo é grandioso, majestoso e passa um clima de poder permanente. Sugestão: lhe dê de presente dias no Grand Hotel Europe, bem localizado na principal rua da cidade, a Nevski Prospekt (coração financeiro e comercial), a gastronomia é de primeira, há restaurante italiano, chinês, francês e russo, bar de caviar e o lobby com jazz e blues. Os hóspedes dispõem de algumas extravagâncias extras: lancha própria que o leva a um passeio inesquecível pelos tantos canais e serviço 24 horas de carro com motorista. Não perca: um espetáculo de balé (faça a dobradinha: balé numa das salas do Hermitage e jantar no Idiot, inspirado no livro do russo Dostoiévski). Dica diferente: marque um passeio de carro por San Petesburg à noite, a cidade fica linda na madrugada, veja as pontes levantando e arrisque uma caminhada. A igreja de Savior on the Split Blood Cathedral fica a três minutinhos caminhando do hotel, ela é de uma beleza rara, um dos lugares mais fotografados, pertinho dali está uma feira de artesanato (invista em uma Matryoshka, bonecas russas). O museu do Hermitage é impressionante, são cinco edifícios com cerca de três milhões de peças da cultura russa e oriental.

Rio de Janeiro, Fasano

Rio de Janeiro, Fasano

Ah Rio de Janeiro! Cidade Maravilhosa, cheia de cartões postais: é o Cristo Redentor, o Pão de Açúcar, a Lagoa Rodrigo Freitas! E vêem as praias: Copacabana, Ipanema, Leblon, a Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, a Prainha. Rio da Lapa para quem gosta da boêmia e de sambar, os botecos para tomar chope, os restaurantes bacanas do Leblon, a vista deslumbrante do morro de Santa Teresa, as barracas de água de coco nos calçadões, biscoito O Globo na beira da praia e chá mate Leão. Os guris e as gurias bronzeados com aquele chiadinho que faz o maior sucesso, Rio que todo mundo gosta e que nos faz tão bem. Apaixonada minha leitura, né? Culpa dos bons dias em solo carioca. E sou obrigada a falar que tudo isso bastaria mais ainda tem mais, pertinho do Arpoador, em Ipanema, está o Hotel Fasano. Quem conhece um pouquinho a tradição do grupo sabe que é assunto sério, serviço levado como lema de vida, os mínimos detalhes tratados como máximos e uma série de deleites que nos fazem pensar em por lá ficar por muitos e muitos dias. Dias em que a vida passa na cobertura do pequeno prédio de oito andares, nos mergulhos na piscina com borda infinita, na sauna úmida, nas espreguiçadeiras com toalhas listradas em marrom e branco e aquela vista do morro dos Dois Irmãos, de toda a orla de Ipanema e Leblon. A suíte deluxe com vista para o mar é a equação perfeita para a felicidade a dois, a cama virada para a linha do horizonte, o mar não saindo do campo de visão, seja no chuveiro com a parede de vidro, deitado na cama, e claro, na casadinha com cadeiras de Sérgio Rodrigues. Pelas paredes e teto estão os espelhos chamados de “orelhas que vêem”, obra criada por Philippe Starck com inspiração em Dalí. E para acompanhar a proposta hotelaria e gastronomia TOP tem o Fasano al Mare do chef italiano Luca Gozzani que assina pratos mediterrâneos, lembro de fechar os olhos ao provar o linguado com limão siciliano. E assim segue a vida, entre o quebrar das ondas, o bater mais forte do coração, o amor celebrado no melhor estilo!

Praia do Sonho, Ilha do Papagaio

Praia do Sonho, Ilha do Papagaio

A Ilha do Papagaio parece a Ilha da fantasia versão light e em território catarinense, Florianópolis está a 40 quilômetros. Ela não tem aquele tamanho megalomaníaco, mas tem toda a cerimonia da chegada, o carro estaciona na Praia do Sonho, de lá os visitantes pegam uma lancha numa travessia rápida de cinco minutos, do outro lado da margem Renato Sehn (proprietário) ou uma pessoa do clã vai lhe esperar para dar as boas vindas. Só falta mesmo o colar de flores – eles pulam esta parte – suas malas desaparecem e você só volta as encontrar em um dos vinte bangalôs que ficam espalhados pelos 142 mil metros quadrados (80% é mata Atlântica). Acontece então aquele tradicional reconhecimento de campo, uma caminhada pelo deque da piscina com vista para o mar (você mal pode esperar por colocar o biquine e se atirar em uma das espreguiçadeiras), dê uma espiada na mesa que fica embaixo da árvore (cogite um jantar à luz de velas, você, seu amor e as estrelas), siga por um passeio pela trilha (basta seguir as plaquinhas de madeira) que corta a mata e o leva para o topo da ilha, ao Mirante dos Náufragos, de onde se tem uma vista destas que a gente pede para ficar mais um pouquinho e esquece da vida. Ao descer você descobre o restaurante e a cozinha (aberta) onde Renato prepara seu famoso Marisco Lambe Lambe à Papagaio, perfeito para comer acompanhado da caipirinha de bergamota com gotinhas de limão e licor de laranja, a Loripira (criação especial da casa assinada pela dona Lori), bom saber que a pousada recebe ostras e mexilhões fresquinhos de uma Fazenda Marinha vizinha. Não há luxo e sim conforto e bangalôs charmosos com sacadinha, rede e todos os apetrechos básicos para ficar bem acomodado. Vale a pena marcar passeios de lancha pela redondeza, mergulhar de snorkel ou cilindro, e para os iniciados em esportes náuticos tem o esqui aquático e o wakeboard. Depois de agitar na ilha marque uma massagem, relaxe e desfrute de seu amor enquanto as marolas quebram na areia e você fica a suspirar e pensar como a vida pode ser boa.

Praia do Rosa, Solar Mirador

Praia do Rosa, Solar Mirador

A vista é incrível, são 180 graus que seus olhos percorrem de um lado ao outro, passam pela lagoa azul que desemboca num mar mais azul anida, vão para os morros cobertos de verde que ligam as praias vizinhas (Luz e Vermelha) à Praia do Rosa, na costa sul de Santa Catarina, e neste estado de transe você fica por alguns minutinhos. Você deixa o deque (com piscinas, tatamis, espreguiçadeiras) e desce uma escada de madeira, passa por um cactus e chega no nível dos bangalôs, daí você pensa: será que daqui a vista é a mesma? Sim, logo você se responde, quando a porta é aberta e os 180 graus seguem a lhe hipnotizar. Logo se percebe que a vista está em todos os lugares: no chuveiro, na sacada, na sauna seca, na academia, na sala de leitura, no café da manhã, pronto, não há mais nada a fazer a não ser se entregar, e neste clima de entrega, atire-se ao amor, aos momentos de pura paixão, agende um horário na jacuzzi ao ar livre (privativa onde tudo pode acontecer) ou escolha por um bangalô com jacuzzi no deque particular, acho mesmo que você deveria fazer os dois: relaxar na sua jacuzzi e na do spa. A regra é não ter limites. Uma vida facilmente se estabelece entre seu bangalô e o deque, entre jantares com lua cheia no restaurante Urucum (que fica dentro da pousada) e na sua sacada, nas massagens no gazebo e happy hours na beira da lagoa deitado em almofadões. Quando se cogitar ir à praia os mimos seguem você, uma canoa o transporta de um lado ao outro da lagoa, um atendente leva sua cadeira e guada sol. Se isso acostuma mal? Eu diria: um delicioso caminho sem volta. Mas só vale se você estiver bem acompanhado, amar é fundamental e cada cantinho e conforto foi projetado pela Suzaninha (a feliz proprietária da vista) pensando nos momentos a dois, ela viaja pelo mundo com o maridão, o Roberto, e depois oferece os deleites que encontra para os hóspedes. Bem a gente só agradece e estende a reserva por mais uma, duas noites.

A Praia do Forte

A Praia do Forte, no litoral norte baiano, é famosa pelo Projeto TAMAR, que cuida da preservação das Tartarugas Marinhas na costa brasileira. Salvador, capital da Bahia, fica a uma hora de carro dali. Logo os olhos se acostumam com a abundância de coqueiros, marca registrada da região. O  clima é de sombra e água fresca, afinal, são nada menos do que doze quilômetros de areia e quase nenhum sinal humano.

Ela fica numa área de preservação ambiental onde há reservas ecológicas de Mata Atlântica, lagoas, observação de baleias Jubarte, a desova das tartarugas marinhas (frequentadoras assíduas de setembro a março) e recifes de coral que acabam virando piscinas naturais quando a maré baixa (dica: vá à praia de Papa Gente). Deu para perceber que o clima é de viajante ecoturistinha? Ok, ali já virou point de super resorts. Um deles eu recomendo com louvor, o Praia do Forte Eco Resort que acerta no tom, até mesmo para quem costuma torcer o nariz para estes “shopping centers tropicais”.

O bacana nele é o jardim que fica em frente a enseada de Tatuapara com águas quentes e calmas. Neste jardinzão há muitas espreguiçadeiras, coqueiros que não acabam mais, redes e aqueles simpáticos atendentes que ficam a seduzir com águas de coco, caipirinhas (afinal estamos no Brasil) e demais bebidas com teor afrodisíaco quer dizer alcoólico que tanto combinam com o fazer nada e o namorar!

E quem quiser sentir a alma do lugar basta dar uma curta caminhada para chegar no coração da vilinha de pescadores, claro que com a chegada dos turistas ela deu uma mudada, mas ainda dá para sentir o clima despojado e simples da vida dos homens do mar. Se pode checar um bom número de restaurantes transadinhos e lojas de grife. Voltando as ofertas de divertimento do Eco Resort: os passeios ecológicos são acompanhados por biólogos, há uma piscina reservada, longe do agito, outra para quem quer que “aue”, um spa de talassoterapia e academia de ginástica (muitos pontos para eles), a gastronomia é outro forte do resort, até mesmo o buffet com seus 90 itens é digno de louvores. E pais com filhos podem curtir momentos a dois, basta deixar a criançada no Clube Careta Careta (até os grandinhos têm vontade de ficar por lá).

Praga: Mandarin Oriental

Praga Mandarin Oriental

Praga é a cidade mais romântica do mundo. Mais do que Paris? Acho que sim, mas que ninguém me escute. O cenário é composto por um rio, Valtva, que a atravessa e muitas montes (a principal delas é Charles construída no século XIX com 30 estátuas góticas e barrocas), predinhos seculares, igrejas, estátuas, praças, uma colina e ruelas a serem descobertas. Eu sempre lembro da frase de um amigo: Praga vai lhe fazer sorrir, não é que é verdade? Quando você menos espera um sorriso brota dos seus lábios ao ver os barquinhos e pedalinhos atravessarem de um lado ao outro. Ela foi a única cidade da Europa a não ser bombardeada na Segunda Guerra Mundial. Sua divisão acontece em cinco partes: a Cidade Pequena, Velha, Nova, do Castelo e o bairro Judeu. Tempo recomendado: cinco dias. Muito? De forma alguma, primeiro porque há alguns séculos de história para serem conferidos, segundo porque você vai estar em lua de mel (primeira, décima, não importa) e portanto reserve um quarto no Hotel Mandarin Oriental. E para completar minha argumentação, uso a frase do escritor Franz Kafka (autor de A Metamorfose): “Praga não deixa a gente ir embora, esta velha tem garras”. Dica de passeio divertido: embarcar em um dos barcos que fazem passeios pelo Valtva à noite, há vários, procure por um que toque música dos anos oitenta (veja foto ao lado), se o momento for de amor vendo as estrelas e segredinhos ao pé do ouvido, opte pelos com jazz. Em terra firme certifique-se que você não vai perder a Torre do Relógio (suba no topo, a vista é linda), escolha um dos cafés da praça principal da Cidade Velha (onde nos tempos medievais Praga era um importante centro comercial) e fique a olhar o movimento e degustar as ótimas cervejas tchecas, na rua Paris estão as melhores lojas e os cristais Zarovski, na Praça Venceslau (foi proclamada a independência e o anúncio do fim da Segunda Guerra), na Cidade dos Castelo  (maior castelo medieval do mundo) está a Catedral de San Vito, happy hour é no Pavilon de Hanavsky  (restaurante em cima da colina) com uma vista que o faz suspirar!

Ponta do Corumbau, Fazenda São Francisco

Ponta do Corumbau, Fazenda São Francisco

No extremo sul da Bahia, fazendo divisa com o Espírito Santo está a Ponta do Corumbau, um pedaço de praia super exclusivo, primeiro por ser quase desértico, depois por ter pousadas de luxo, são quinze quilômetros de areias brancas, mar com águas cristalinas e recifes que na maré baixa viram piscinas naturais 10 KM mar adentro. Pouca interferência humana houve na geografia desta região, a antiga vilinha de pescadores segue lá, firme e forte. Porto Seguro está distante 50 KM pela orla. Uma rua de terra batida separa a praia dos coqueirais, olhando com mais atenção se pode perceber que no local onde foram Fazendas de Café hoje são pousadas de charme. Uma delas é a Fazenda São Francisco, com 167 hectares, no qual oferece apenas oito habitações, duas suítes e seis bangalôs, com sacada, rede e vista para um generoso jardim cheio de coqueiros – pacote básico de uma vida a dois na costa baiana, não lhe parece? Uma graça na praia são os panos brancos, estendidos e presos em quatro bambus, cumprindo o papel de guarda sol com espreguiçadeiras embaixo, genial! Ainda pelo jardim há bastante vida e beleza, o gazebo de massagem é um convite à horas do mais puro relax, a piscina com fundo negro e o deque com espreguiçadeiras são outros motivos para não fazer nada na maior classe. Era super divertido ter que decidir pelo menu, o chef lhe telefona e pergunta qual seu pedido para o almoço ou jantar, lhe passa duas opções de entrada, prato principal e sobremesa, e aí começa o dilema, tudo prece tão bom. Claro que os peixes e frutos do mar pescados logo ali na vila de Corumbau chegam fresquinhos à mesa, o que faz toda a diferença. Quem comanda a cozinha é o chef Teco, natural da região, que aprimorou seu dom culinário em uma temporada por importantes restaurantes de São Paulo. Apesar de se estar numa região de difícil acesso uma carta com 50 rótulos está à disposição dos apreciadores. Para desbravar a redondeza a dica é se locomover pelo mar ou pela terra. De escuna se pode navegar até a praia do Espelho, vizinha de Trancoso, e de buggy ir conhecer a aldeia dos índios Pataxós onde se pode comprar artesanato e passear em Caraíva.

Ouro Preto, Solar do Rosário

Ouro Preto, Solar do Rosário

Ouro Preto é uma cidade histórica, do ano de 1.700, no interior de Minas Gerais que detém o título de Matrimonio Cultural da Humanidade pela Unesco. Também pudera nela está o maior conjunto barroco do mundo. E neste verdadeiro túnel do tempo se chega a época em que o poder se media na construção de igrejas banhadas a ouro, o metal farto e precioso pelas bandas das Gerais. Nascia o Renascimento, aflorava a arte, os gênios despontavam – assim ficou o Aleijadinho eternizado. O que fazer por lá? Bater perna (prepare-se para caminhar muito), comer bem (e como, da comidinha mineira à sabores internacionais) e só para não perder o hábito: namorar, o clima é super romântico. Se você gosta de viajar no tempo e apreciar igrejas, museus, pontes e casarios geminados vai curtir Ouro Preto. No meio deste roteiro cultural se encontra restaurantes que já compõem tradicionais festivais de gastronomia, o festival de inverno em julho deixa a cidade lotada . O bacana é que tudo é ambientado dentro da arquitetura dos tempos da colonização portuguesa, as pousadas, as lojinhas, os bares. É um barato observar as namoradeiras (bonecas que fazem alusão as mulheres que ficavam nas janelas vendo o movimento passar) por todos os cantos. Se não fossem as igrejas sem dúvida as namoradeiras seriam o cartão postal da região. Neste sobe e desce pelas muitas ladeiras de Ouro Preto há um lugarzinho charmoso, o Solar do Rosário, projetado num casarão do século XIX com seu conjunto de portas lado-a-lado compondo a fachada junto aos charmosos balcões ingleses. Dentro a decoração segue no meso tom, belo, bem vindo aos olhos. O Solar tem uma área externa na parte de cima que é uma bela pedida para finais de tarde, peça por pastéis de angu (um clássico feito de fubá, herança da época dos escravos) e uma pinguinha (outro clássico) e fique apreciando a cúpula e fachada das igrejas vizinhas bem abracadinho no seu amor.