Osorno, Enseada, Yank Kee Way

Osorno, Enseada, Yank Kee Way

Ele tem o formato perfeito de um vulcão, o cone bem definido e o pico eternamente nevado. É comparado a beleza do Monte Fuji, o vulcão Osorno fica no Chile, na Patagônia norte, na região dos lagos. Todas as cidades de colonização alemã, citando as mais importantes: Puerto Varas, Frutillar, Octoy – que rodeiam o rio Llanquihue têm vista para o majestoso vulcão. Ele compõe um cenário e tanto. Agora imagine uma noite de lua cheia, possivelmente fria, com a luminosidade do luar deixando um rastro prateado no rio e iluminando Osorno que é considerado um monumento de beleza natural, destes que nos deixa mudos, perplexos, em estado de profunda paz interior. Para melhorar, projete-se em um ofuro, seu corpo estará imerso na água quente, seus olhos vão espiar Osorno por uma das paredes de vidro, o silêncio vai imperar. Deixe a libido tomar conta, a salinha do spa é super reservada e escurinha, depois enrole-se em um roupão e volte para a cabana, no meio do caminho, pare e olhe novamente para o grande vulcão. Suspire. Repita o ritual todos os dias da sua estadia no resort Yan Kee Way em Enseada. Os bangalôs e chalés são feitos de madeira, o clima é rústico com todo o conforto desejado. Ele é bastante procurado pelos praticantes de fly fishing, o que não impede de receber super bem quem apenas deseja namorar em solo chileno, até porque é justamente no restaurante do resort, o Latitude 42 que está o melhor endereço gastronômico do Chile fora de Santiago. A gula vai rolar solta, não perca a torta de lucuma e coma salmão à vontade, ele é a vedete da casa. Uma adega com rótulos de mais de cinquenta vinícolas do Chile e de grandes vales produtores de vinhos do mundo estão à disposição dos amantes da boa mesa e de Baco. No inverno de pode esquiar em Osorno, nas demais estações a pedida são passeios à cavalos pelas montanhas vizinhas, rodear Llanquihue de carro e ir parando nas cidadezinhas, fazer trekkings e quem sabe arriscar uma pescaria? Só não esqueça de religiosamente voltar ao spa, ao ofuro e namorar Osorno.

Montevideo Sheraton

Montevideo Sheraton

Montevideo é a capital do Uruguai, uma espécie de Buenos Aires mais alternativa. Ela é menor e menos glamourosa, mas ainda assim carrega um certo ar europeu, facilmente notado pelos lados da Cidad Vieja. O Rio de La Plata e a rambla são sua marca registrada, por 15 KM o calçadão  acompanha a cidade, um local frequentado pelos moradores com suas cuias de mate (veja que eles apoiam a térmica embaixo do braço direito, num jeitinho só deles). Os visitantes também elegem a rambla como local obrigatório e para lá vão namorar e curtir os por de sóis coloridos. Um local que não se pode deixar de visitar é o Mercado del Puerto (feito de ferro, com 130 anos) principalmente para quem gosta de comer carne, a parrillada (churrasco assado com lenha) é um clássico da gastronomia local. O restaurante El Palenque é o mais descolado do Mercado, pelos corredores, cheio de pequenas lanchonetes onde há banquinhos para sentar junto ao balcão, músicos fazem a festa e animam o ambiente despojado. Quem curte história deve fazer um tour pelos lados da Cidad Veja, mapa na mão e siga o roteiro: Praça da Independência, Mausoléu de Montevideo, sede do Congresso, Catedral, Teatro Solís e Museu Torres Garcia. Cerca de quinze minutos do centro da cidade está um roteiro de vinícolas que eu tenho certeza que vai o surpreender, agende um almoço na Bouza, eles tem uma sede linda, a gastronomia é ótima e os vinhos também, prepare-se para descobrir grandes Tannats (tipo de uva ícone do país), as vinícolas que fazem parte de Los Caminos del Vino recebem os visitantes mediante reserva, vale dar um pulinho na Juan Carraro, H Stegnari e Juanico. Fique hospedado no Hotel Sheraton, em Punta Carretas (peça pelos quartos que ficam nas pontas dos corredores, a vista da rambla é bacana). Punta Carretas é um lugar para fazer compras (além do shopping de mesmo nome) há diversas lojas (inclusive de grifes) pelo bairro. Em Pocitos, bairro vizinho, estão bons endereços gastronômicos (reserve uma mesa no Cru que serve comida contemporânea e tem um ambiente lindo) e dê uma esticada e vá jantar no café Misterio em Carrasco, bairro perto do aeroporto.

Mendoza, Hyatt

Mendoza, Hyatt

Mendoza é a capital do vinho na Argentina. Que belo titulo, não? Esta cidade com predominância de prédios baixos, cheia de praças, arborizada, extensa em largura, quadras simétricas tem a Cordilheira dos Andes majestosa no horizonte, bem pertinho de si, quando neva ela fica uma pintura, linda, linda. Imagine que isso é apenas um dos seus predicados, o que dizer dos vinhedos, das vinícolas que já somam mil? Mendoza é conhecida por ser um vale produtor de vinhos finos, o mais importante do país, de lá saem grandes rótulos, grandes incentivadores de momentos para celebrar a dois. É verdade que o maior atrativo fica por conta da visita às bodegas e cá entre nós: que bela forma de passar os dias, degustando vinhos, aprimorando o paladar, descobrindo novos rótulos, trazendo garrafas para casa e aprendendo sobre a cultura e história das famílias que chegaram ao vale como imigrantes vindos de uma Europa pobre, buscando a sorte e dias melhores no Novo Mundo, a benção de encontrar uma terra fértil, boa para uvas. E no meio deste clima se descobre a vida gastronômica de Mendoza, afinal, onde há bons vinhos, tem que se ter uma mesa farta. Perto dela está o Aconcágua, a montanha que atrai intrépidos esportistas que buscam chegar no seu topo, a estrada que liga a cidade aos pés da montanha é deslumbrante, cheia de curvas que rasgam morros de cor avermelhada que acompanham o rio Mendoza. Nela há um Hyatt, bem na frente da praça Independência, sua fachada é da época dos espanhóis, do século XIX, homens de preto vestidos impecavelmente abrem as portas com toda a pompa e cerimônia. O hotel como se há de esperar oferece mais de um restaurante, winebar, spa, serviço 24 horas e surpreende com quartos bem decorados, modernos e super confortáveis, destes que chamam para ficar mais um tempinho na cama antes de se levantar e começar a deliciosa rotina que se estabelece entre bodegas e restaurantes – um destino, sem dúvida, para curtir os prazeres orais.

México – Las Ventanas

México – Las Ventanas

Las Ventanas al Paraiso, pronuncie devagar. Sinta a sonoridade de cada palavra e espere encontrar dias irretocáveis num dos lugares mais lindos e românticos do planeta. A habitual alegria mexicana casa perfeito com o serviço mil estrelas da cadeia de hotéis The Rosewood. Exagero no número de estrelas? Nenhum. Mil me parece pouco. Las Ventanas fica em Los Cabos, na península da Baja California, chique e frequentada por astros de hollywood, entre mansões e campos de golfe está este hotel que despensa a pretensão, pois sabe que luxo é receber bem. O amor é a máxima por lá, um gerente de romance passa o dia tendo ideias de como você pode vivenciar em grande estilo a arte de amar. Lhe apetece um jantar na beira da praia, à luz de velas, com direito a tela de cinema? Peça pelo Cine Paraiso. Uma massagem com óleos quentes no terraço do seu apartamento com vista para o mar? Seu desejo será uma ordem. Que tal tirar o dia para celebrar o dulce far niente e ficar relaxando em uma das espreguiçadeiras ao redor da piscina com borda infinita de onde você fica admirando o azul marinho do mar de Cortés. E agora vem os mimos: você terácc um atendente que vai estender sua toalha, nem tente impedir, eles são rápidos e super simpáticos, e vai lhe perguntar se você deseja um livro, um ipod, marguerita, ceviche de lagosta, um spray Evian para o rosto, limpar seus óculos? Não resista, se entregue. Se entregue ao ser bem cuidado e ao seu amor. Este é um dos lugares mais afrodisíacos que já conheci. Onde mais se encontra mar e deserto lado-a-lado, no meio de areias brancas surge um cactos? E o que falar dos sabores? Do mar, da terra, das aulas de culinária onde se aprende a fazer guacamole e ceviches. A gula é praticada com frequencia, são dois restaurantes, um sushi bar, jantares dentro da adega, tequilas e petiscos servidos no quarto. Pecados são permitidos e recomendados por lá. Um lugar desenhado para viver o amor na sua maior intensidade. Estar apaixonado é pré requisito básico. O resto, o staff do Las Ventanas faz por você.

Livingstone – The Royal Livingstone 

Livingstone – The Royal Livingstone

A pequena cidade de Livingstone fica no Zambia no coração do continente africano. Nela está uma das Sete Maravilhas do Mundo, as cataratas de Victoria Falls. A Vic Falls (como é carinhosamente chamada) é a parte mais dramática do rio Zambezi (o rio das histórias do Tarzan e da Jane, entendeu a indireta?), pois nele acontece a maior queda d’água do mundo, são 99 metros de altura e 1708 de extensão. Dá para imaginar? É água!

O mais bacana é que esta obra da natureza por ser escutada a quilômetros de distância, são os trovões da Vic Falls. De longe o cenário, da mesma forma, é estimulante, uma fumaça levanta no horizonte, são as gotículas de água que flutuam devido a queda. Mas não pense não que é só a distância que só pode vê-la. As cataratas estão dentro do parque nacional de Mosi-oa-Tunya e pontes ligam uma parte a outra do parque, bem daí a diversão é garantida, porque se começa seco a travessia e termina completamente encharcado apenas com a ação das milhares de gotículas. Em Liv (outro apelido usado na região se referindo a cidade) há safáris em terra firme (não tão bons como na África do Sul ou em países vizinhos como Botsuana e Namíbia), safáris no rio (este sim vale a pena para ver hipopótamos), passeios de elefante, vôos de helicóptero sobre as cataratas, visita a aldeia dos Makunis e salto de bungie jump. Atrações como se pode ver, não faltam.

A melhor opção de hospedagem é o hotel The Royal Livingstone, perfeitamente bem localizado, ele está quase dentro do Zambezi. O lugar mais concorrido do hotel é o deque de onde se admirar o começo da queda porque Livingstone se estabelece na margem do rio. O hotel apesar de ter 173 quartos parece super privativo, ele se espalha na horizontal, tem um gramado grande, bem verdinho, muitas árvores, algumas centenárias, uma tenda para massagem com vista para o rio, piscina com espreguiçadeiras ao redor, sala para o chá das cinco bem no estilo inglês, restaurante ao ar livre e a constante visita de macaquinhos, peritos ladrões de comidas.

Kruger National Park – Sabi Sabi

Kruger National Park – Sabi Sabi

Viajar fazendo um safári é uma experiência única. Ela já começa com um gostinho de aventura. E se você é marinheiro de primeira viagem tem que logo  ir aprendendo algumas coisinhas: familiarize-se com o termo Big Five, são eles o leão, o leopardo, o rinoceronte, o elefante, o búfalo e o leopardo – animais que o homem tem dificuldade de caçar. O bacana é que nos games (nomes dados ao safáris) a caça não está na brincadeira, apenas somos expectadores de um reality show que passa no meio da savana africana. As saídas em busca do rei da selva – o leão é o que todos mais querem ver – acontece cedinho, antes do sol nascer e justamente quando ele se põe, durante à noite os animais caçam, de dia ele descansam e entre o chegar e sair das estrelas tentamos a sorte de admirar a vida selvagem. Fazer um safári com seu amor é ainda mais gostoso. Ficar agarradinha nele, nos land Rovers abertos, com mantinhas para aquecer as pernas e bolsas de água quente para amenizar o frio das primeiras horas da manhã e do anoitecer é um luxo necessário. Provocar uma maior aproximação ao ver um elefante passar rente a seu jipe,  contemplar o pôr do sol na savana com o céu amarelado e as árvores em silhueta, desfrutar de um happy hour digamos que … difrente. Dentro do Kruger National Park, uma reserva particular na África do Sul, estão os lodges do Sabi Sabi. Há que se ter coragem para levantar da cama e deixar o conforto dos lodges charmosos e decorados com mobiliário rústico-chic e aventurar-se no mundo animal. As refeições são feitas em salas meio abertas, apenas com uma cobertura no teto e livre de paredes. Os jantares são o ponto alto, num estilo acampamento sofisticado as mesas são dispostas ao redor de um grande fugueira e a iluminação fica por conta dos lampiões e das estrelas. Durante o dia, entre os games, a pedida é ficar desfrutando da vida na piscina com vista para a savana, entre um mergulho e outro dá para observar uma girafa ou rinoceronte ali bem pertinho de você.

Johannesburg – Saxon 

Johannesburg – Saxon

Johannesburg é a porta de entrada para a África do Sul. Ela carrega o estigma de ser perigosa, mas não é nada disso. Circulando pelos bairros nobres e turísticos qualquer temor é infundado como por exemplo por Sandtown, uma das destacadas regiões de negócios da metrópole. No passado Joburg (como chamam os habitantes) foi uma importante mina de ouro que atraiu muitos estrangeiros. Hoje ela é o centro financeiro e comercial do país onde pulsa o coração sul-africano. Se as atrações geográficas não são as mais atraentes as casas de jazz, o museu do Aphartheid, o Soweto e o Madella Square (complexo de lojas e restaurantes) são os chamariz do destino. Vale começar ou acabar sua temporada no país sul-africano no Hotel Saxon, no bairro de Sandhurts, onde Nelson Mandella morou logo ao sair de Robben Island, depois de ser liberto de 28 anos de prisão, época em que o Aphartheid dividiu brancos e negros. O Saxon foi eleito o melhor hotel boutique da Leading Hotel of the World por seis anos consecutivos. E mais uma vez tenho que admitir, você entra e não quer sair. Estes hotéis de luxo, de atendimento exemplar viciam. E perdoem eu me repetir, novamente, mas aqui é outro lugar que a chegada causa impacto. Lembro que fiz check in na hora do pôr do sol o que me fez não saber para que lado olhar primeiro – da área externa onde está a piscina com borda infinita e espreguiçadeiras se vê o entardecer de camarote, a entrada é outro colírio para os olhos, escadas em curvas levam os olhos ao teto que encontram uma imponente luminária. A decoração é inspirada em temas africanos, com tons pastéis que equalizam a ambientação num resultado elegante. Há um piano de caldas, uma sala exclusiva para fumar charutos, no restaurante se pode admirar a adega que fica no andar superior. O Saxon além de hotel também oferece a proposta de spa. Os quartos surpreendem pelo espaçoso tamanho, uma curiosidade: a banheira fica junto a cabeceira da cama separada por uma janela que pode ser aberta. Instigante, não?

Interlaken, Victoria-Jungfrau Grand Hotel e Spa

Suíça, Interlaken, Victoria-Jungfrau Grand Hotel e Spa

Interlaken é um povoado encravado nos alpes suíços. Ela é pequena com 5 mil habitantes, possui um paredão de montanhas bem perto de si, no inverno é destino certo e super procurado para esquiadores e snowbordistas, no verão é um cenário encantador para namorar. Seu nome quer dizer: entre lagos – ela fica no meio dos lagos de Thun e Birenz. Neste canto da Suíça se fala alemão. Seu cartão postal é a montanha de Junfgrau com 4.158 metros de altura e de uma beleza desconcertante. Subir ao topo dela é a melhor parte do programa. O belo passeio acontece a bordo de um trem, da janelinha a paisagem é destas que nos deixam sem palavras, sugestão: play no ipod e fique a suspirar. Momento para estar de mãos dadas. O trem vai subindo até chegar a 3.454 metros de altitude onde fica a estação ferroviária de Jungfraujoch que foi construída entre 1896 e 1912 (a mais alta da Europa). Há um complexo com cafés, lojinhas de souvenir e uma plataforma para fotografar a grande montanha coberta de branco.

Ficar hospedado no Hotel Victoria-Jungfrau é um prazer extra, ele é o melhor da cidade, peça para o jaguar do hotel lhe buscar na estação de trem que fica a poucas quadras, mas quem se importa? Ouso dizer que o “ouro” está no ESPA, na piscina aclimatada e coberta que sabiamente é separada da parte externa por uma grande parede de vidro, observe que ao lado dela tem uma passagem para fora onde aparece mais um motivo para relaxar: uma jacuzzi super aquecida com uma forte ducha, daí sim parece você estar em plena conexão com a natureza. Não deixe de marcar uma massagem, ali foi um dos melhores tratamentos relaxantes da minha vida, a sessão “spoilt your self” (mime a si mesmo) começa sentadinho numa poltrona com seus pés dentro de uma bacia de água quente, onde sua terapeuta vai os massagear fazendo uma esfoliação, uma rápida massagem na cabeça, lhe trará um chá (em louças negras lindas) e vai perguntar que aromas vocês quer para sua massagem, repare no jardim de inverno sinta o cheiro do ambiente, feche os olhos e se entregue de corpo e alma a este momento. Depois de praticamente levitar encontre seu amor na sala de relax, deite-se nas espreguiçadeiras e lá pelas tantas volte para o calor e conforto da sua habitação e descubra que fazer amor neste estado zen pode ser incrível.

Ilhas Mauricio – The Residence 

Ilhas Mauricio – The Residence

No oceano Índico, na costa africana, está a Ilha Mauricio. Nas areias da praia de Belle Mare, no nordeste da ilha, fica o hotel The Residence. Lembro da chegada, aqueles moços vestidos de branco, com sorrisos rasgados, segurando bandejas com refrescos e toalhinhas úmidas. O cansaço evaporando em segundos, uma súbita vontade de querer ficar mais tempo que o previsto, um lugar despretensioso e charmoso. Os ventiladores de teto fazendo o ar circular, disfarçando o constante calor, branco nas colunas altas, tons pastéis nos móveis, peças antigas orientais feitas a mão, pé direito alto e lá no fundo um pedacinho de azul, azul turquesa do mar, intenso e atraente. O estilo colonial predominando por cada cantinho do hotel.

Palpite: peça por um quarto com vista para o oceano e no térreo, de forma que da sua habitação você possa chegar à praia em alguns passos. O fuso horário vai fazer levantá-lo cedo e isso é ótimo, fique a observar os raios de sol iluminando a faixa de areia que separa o mar das palmeiras, deixando tudo dourado e poético. O dia desperta e com ele a vida no Residence, os primeiros guarda sóis sendo abertos na beira da praia, as toalhas sendo estendidas nas espreguiçadeiras, a movimentação na primeira refeição do dia, que parece um manjar, espere pelas demais, a gastronomia é um dos pontos fortes. Sugestão: solicite um café da manhã ou jantar na beira da praia, é possível. Mais um dia de calor, de verão, de romance iniciando na costa africana.

The Residence foi feito para amar e se tratar bem. A rotina alterna mergulhos no mar e passeios à cavalo na beira da praia. Um tratamento no spa com produtos Caritas e um passeio de catamarã. À noite pede um traje mais elegante e o jantar acontece no The Dining Room que serve culinária africana com toques orientais. Antes de sentar de uma passadinha no The Bar para curtir música ao vivo. Veja as atendentes com saris lindos fazendo o movimento de namastê com as mãos juntas num cordial cumprimento, quando você se der conta estará fazendo o mesmo.

Ilha de Páscoa: Explora

Ilha de Páscoa! Parece longe e distante do mundo, e é, fica a 3.700 KM do continente americano. Não há nada muito perto, na verdade ela é a ilha mais isolada do planeta, com quatro mil habitantes, e seu nome, no idioma nativo, já revela nuances de sua essência: Te pito o te henúa que quer dizer Umbigo do Mundo. Ela está no meio do caminho entre Santiago do Chile e o Taiti, suas coordenadas apontam para a Polinésia oriental, no sul do Pacífico.

É pequena, tem apenas 170 KM quadrados, de qualquer parte se pode ver o mar, rapidamente se cruza ela de cabo a rabo. Os vôos que vêem da América Latina fazem uma escala no território pascuense antes de partirem à Polinésia (sugiro um pit stop de duas noites). Seu grande atrativo são os Moia – símbolo da civilização Rapanui que chegam a medir dez metros de altura e pesar 90 toneladas, eles significavam poder entre as tribos e eram uma homenagem aos mortos celebres.

Leve na mala curiosidade para conhecer a história deste povo que devastou todas as árvores nativas da ilha (pois elas eram usadas para o transporte dos Moia) e chegou à beira do extermínio de 20 mil pessoas. No meio das estátuas que estão por todas as partes da ilha está o Hotel Mile Rapu do grupo Explora, bem no centro, no setor de Te Miro Oone.

O Explora repete ali o que faz com maestria na Patagônia e Atacama: promove excursões, sempre em grande estilo, pela ilha que podem acontecer em caminhadas, bicicletas e cavalgadas e levam você até a Cantera (fábrica onde os Moia eram construídos, ou melhor, lapidados nas pedras), à cratera do vulcão, aos 15 Moia de Tongariki (mior ahu – plataforma de Moia – da ilha) e as cavernas. Com vans equipadas, guias locais, piqueniques. No centrinho da ilha tem alguns bares e restaurantes badaladinhos e um mercado público que merece uma visita. Imperdível: o atum da Ilha de Páscoa, saiba que ali nas águas do Pacífico estão os melhores atuns do mundo. O ceviche de atum servido no Explora é de comer de joelhos.