Kruger National Park – Sabi Sabi

Kruger National Park – Sabi Sabi

Viajar fazendo um safári é uma experiência única. Ela já começa com um gostinho de aventura. E se você é marinheiro de primeira viagem tem que logo  ir aprendendo algumas coisinhas: familiarize-se com o termo Big Five, são eles o leão, o leopardo, o rinoceronte, o elefante, o búfalo e o leopardo – animais que o homem tem dificuldade de caçar. O bacana é que nos games (nomes dados ao safáris) a caça não está na brincadeira, apenas somos expectadores de um reality show que passa no meio da savana africana. As saídas em busca do rei da selva – o leão é o que todos mais querem ver – acontece cedinho, antes do sol nascer e justamente quando ele se põe, durante à noite os animais caçam, de dia ele descansam e entre o chegar e sair das estrelas tentamos a sorte de admirar a vida selvagem. Fazer um safári com seu amor é ainda mais gostoso. Ficar agarradinha nele, nos land Rovers abertos, com mantinhas para aquecer as pernas e bolsas de água quente para amenizar o frio das primeiras horas da manhã e do anoitecer é um luxo necessário. Provocar uma maior aproximação ao ver um elefante passar rente a seu jipe,  contemplar o pôr do sol na savana com o céu amarelado e as árvores em silhueta, desfrutar de um happy hour digamos que … difrente. Dentro do Kruger National Park, uma reserva particular na África do Sul, estão os lodges do Sabi Sabi. Há que se ter coragem para levantar da cama e deixar o conforto dos lodges charmosos e decorados com mobiliário rústico-chic e aventurar-se no mundo animal. As refeições são feitas em salas meio abertas, apenas com uma cobertura no teto e livre de paredes. Os jantares são o ponto alto, num estilo acampamento sofisticado as mesas são dispostas ao redor de um grande fugueira e a iluminação fica por conta dos lampiões e das estrelas. Durante o dia, entre os games, a pedida é ficar desfrutando da vida na piscina com vista para a savana, entre um mergulho e outro dá para observar uma girafa ou rinoceronte ali bem pertinho de você.

Johannesburg – Saxon 

Johannesburg – Saxon

Johannesburg é a porta de entrada para a África do Sul. Ela carrega o estigma de ser perigosa, mas não é nada disso. Circulando pelos bairros nobres e turísticos qualquer temor é infundado como por exemplo por Sandtown, uma das destacadas regiões de negócios da metrópole. No passado Joburg (como chamam os habitantes) foi uma importante mina de ouro que atraiu muitos estrangeiros. Hoje ela é o centro financeiro e comercial do país onde pulsa o coração sul-africano. Se as atrações geográficas não são as mais atraentes as casas de jazz, o museu do Aphartheid, o Soweto e o Madella Square (complexo de lojas e restaurantes) são os chamariz do destino. Vale começar ou acabar sua temporada no país sul-africano no Hotel Saxon, no bairro de Sandhurts, onde Nelson Mandella morou logo ao sair de Robben Island, depois de ser liberto de 28 anos de prisão, época em que o Aphartheid dividiu brancos e negros. O Saxon foi eleito o melhor hotel boutique da Leading Hotel of the World por seis anos consecutivos. E mais uma vez tenho que admitir, você entra e não quer sair. Estes hotéis de luxo, de atendimento exemplar viciam. E perdoem eu me repetir, novamente, mas aqui é outro lugar que a chegada causa impacto. Lembro que fiz check in na hora do pôr do sol o que me fez não saber para que lado olhar primeiro – da área externa onde está a piscina com borda infinita e espreguiçadeiras se vê o entardecer de camarote, a entrada é outro colírio para os olhos, escadas em curvas levam os olhos ao teto que encontram uma imponente luminária. A decoração é inspirada em temas africanos, com tons pastéis que equalizam a ambientação num resultado elegante. Há um piano de caldas, uma sala exclusiva para fumar charutos, no restaurante se pode admirar a adega que fica no andar superior. O Saxon além de hotel também oferece a proposta de spa. Os quartos surpreendem pelo espaçoso tamanho, uma curiosidade: a banheira fica junto a cabeceira da cama separada por uma janela que pode ser aberta. Instigante, não?

Durban, Zimbali

África do Sul, Durban, Zimbali

Vá mais pelo hotel do que pelo destino. Não que Durban, na África do Sul, não tenha seus encantos. Tem, mas ela não é o destino TOP do país, tenho que ser sincera. Mas se você gosta de hotéis de luxo vai adorar o Zimbali. Além disso depois que entrar no Zimbali Lodge vai ser difícil algum outro programa lhe parecer apetitoso. O hotel fica no topo de uma colina, em meio a  50 hectares, a seus pés está o Oceano Índico, uma lagoa e uma praia paradisíaca, ao seu redor uma floresta nativa com intensa vida animal em uma área de proteção ambiental. Ele parece ter vida própria, mesmo sendo pequeno, e por isso mesmo acolhedor, são apenas 76 suítes. Logo ao chegar no hotel seus olhos são atraídos para fora, o corpo acompanha, até aproximar-se de uma piscina com borda infinita que parece acabar no mar. Ao seu redor aquelas espreguiçadeiras tão precisamente arrumadas e a ideia de esquecer do mundo e ali ficar por um dia inteiro entre mergulhos na água doce e outros no mar. Dentro do complexo há um importante campo de golf assinado por Tom Weiskopf.  Aproveite para experimentar a culinária indiana carregada de curry – que veio dos 90% de indianos que habitam em Durban. Ela é o carro chefe da casa e sua apresentação ajuda a salivar. Durban é uma espécie de Bahia, sol e calor o ano inteiro. Namorar acima dos trinta graus é estimulante, lá pelas tantas voltar para o quarto, se entregar a um banho de imersão em uma banheira vitoriana, do final do século repassado, deixa tudo tão adequado. A decoração passa pelo sofisticado e ao mesmo tempo rústico. Pelas redondezas há Shakaland –  réplica de uma tribo Zulu onde se pode conhecer os hábitos, vestimentos e cultura dos antigos maradores da região. Pelos lados da cidade tem o mercado público que é uma verdadeira explosão de temperos e cores. Mesquitas pelo caminho pontuam a paisagem. Praia? Fique com a do hotel, mais exclusiva e bonita.