Bariloche: Llao Llao

O resort Llao Llao em San Carlos de Bariloche, na Argentina, é uma espécie de móveis e utensílios da cidade. Me explico: ele faz parte da história, foi construído em 1940 e passou por um bocado de situações. Depois de ter sobrevivido a um incêndio e uma depressão hoje desponta como um dos melhores hotéis da patagônia argentina. Ele é um resort, construído em cima de uma colina, com tudo que o nome sugere: grandeza e sofisticação, são 205 quartos divididos entre a parte antiga, Ala Bustillo (mais conservadora) com madeira de cipestre e a nova, Ala Lago Moreno, com decoração arrojada sem perder a atmosfera de um hotel de montanha. O que liga o antigo ao novo é uma passarela com paredes de vidro que nos deixa de queixo caído diante da natureza exuberante. Escolha, sem hesitar, pela ala nova, os quartos têm uma vista linda para o Lago Nahuel Huapi e o Trovador, a grande montanha com o pico eternamente nevado. Dá cama se pode contemplar a paisagem. Inteligentemente instaladas estão as jacuzzis com vista para o jardim, o lago e as montanhas. De fora ninguém o vê e a jacuzzi acomoda bem um casal, ou seja, use a abuse dos sais de banho e fique a desfrutar da beleza patagônica e de seu amor num demorado e delicioso banho de imersão. Quando você resolver sair do quarto (uma tarefa difícil) dê uma checada na equipe de recreação, olha o cardápio de opções: aulas de golfe num campo de 18 buracos, arco e flecha, caminhadas, bicicletadas, subidas às montanhas, pilates, yoga, spa com massagistas, uma piscina climatizada ao ar livre, sauna, cinco restaurantes e prainha com caiaques. O Llao Llao acaba sendo uma bela opção para quem já conhece Bariloche porque é provável que ao entrar você só queira sair ao fazer check out, seus 15 hectares parecem tão sob medida. Famílias também acabam o escolhendo pela gama de atividades, fica mais fácil namorar quando os pequenos têm diversão. Na temporada de neve ele oferece  transfer in e out para o Cerro Catedral e tem sala VIP dentro da estação.

Bariloche: Hotel El Casco

Bariloche é linda nas quatro estações, no verão os dias são mais longos e os passeios de barco pela Isla Victoria e o bosque de Arrayanes são um verdadeiro deleite onde as gaivotas acompanham os barcos,  no outono – que dizem ser a época mais bonita – as folhas das árvores ganham tons vermelhos e amarelos, breve vão cair com a chegada do inverno quando o branco toma conta da paisagem, dali pra frente a diversão está nas montanhas, no Cerro Catedral, é a vez dos esquiadores e snowborditas brincarem com manobras radicais. Na primavera o verde volta a reinar. Este pedacinho norte da patagonia argentina é uma delícia em qualquer situação e clima. Como se tornou um destino turístico uma bela gama de restaurantes se estabeleceu fazendo que ela atenda visitantes o ano inteiro, há vida pós a temporada de inverno quando a cidade fica lotada.

Bariloche cabe em distintos bolsos e gostos ao se tratar de hospedagem, eu sugiro um que esta entre os melhores da região, o Hotel El Casco, na avenida Bustillo. Minha chegada nele me marcou, era uma noite de frio – a qualquer momento parecia que ia nevar – a porta do meu quarto é aberta, a primeira coisa que observo são as duas poltronas viradas de frente para a grande janela, de costas para mim, através do vidro meus olhos encontram o lago Nahuel Huapi, o lago que deixa San Carlos de Bariloche ainda mais deslumbrante, ele é o cartão postal da cidade, junto com a Cordilheira dos Andes faz de Bariloche um dos lugares mais procurados e admirados na Argentina.

A proposta do hotel é ser um destino de arte, na parede do quarto está o quadro de um artista famoso, em cima da mesa um livro de capa dura deste mesmo pintor. As peças estão à venda. Por todo o hotel há esculturas e pinturas. Ali arte e o lago dividem a atenção, no spa, no restaurante gourmet e no jardim há vista para Nahuel, ele por motivos óbvios é super valorizado. Apenas um jardim separa o lago do hotel. Mas eu insisto em dizer que ficar a relaxar nas duas poltronas, de mãos dadas, a admirar o lago é realmente a grande pedida, para deixar ainda mais apetitoso o momento, basta pedir um room service com direito a um bom tinto argentino e algo para petiscar.