Noruega: Oslo

Noruega Oslo

A capital da Noruega é demais! Ela é pequena e tem um astral cosmopolita muito bem-vindo, principalmente, se você vêem de dias pelos fiordes onde o mergulho na natureza é brutal. É em Oslo que acontece a entrega do Prêmio Nobel da Paz nos suntuosos prédios da prefeitura. Lembro que o que eu mais gostei foi de andar de madrugada pelas ruas sem a mínima preocupação, não há registros de assaltos nem nado do tipo, como se a violência não tivesse chegado por lá. Ver a arquitetura secular dividir espaços com nenos de alguma marca comercial é uma prova da fusão do velho com o novo.

Ela é um deleite para quem curte museus (são 53 na cidade, destaque para o Museu Viking – a era Viking durou de 800 a 1050 e marcou a cultura do país, imagine que eles enterravam barcos com móveis e utensílios que foram sendo descobertos e resgatados e estão em exposição permanente). A arte explode aos olhos e uma boa mostra disso está no parque Vigeland, um verdadeiro museu a céu aberto, ele é esplendoroso, o escultor Gustav Ligeland (1860 – 1943) projetou 212 esculturas feitas em bronze, ferro e granito pelos 32 hectares no meio do verde e lugarzinhos para sentar.

As estátuas parecem ter vida, a expressão de amor, raiva, compaixão, medo e euforia são quase de verdade, preste atenção no monolito de dezessete metros de altura com a imagem de vinte e uma figuras entrelaçadas. Um clássico da cidade é o Hotel Continental, goste dele por dois bons motivos: o restaurante Annen Etage tem uma estrela Michelin (ou seja a gastronomia é dos deuses), pelas paredes você pode admirar os quadros de Edvard Munch (pintor de O Grito, de 1893, quadro famoso pelos quatro cantos do mundo e eleito como a obra prima do norueguês). Munch era frequentador assíduo do Theather Caféen (que faz parte do hotel), veja que história: ele pagava a conta do bar com seus quadros que décadas mais tarde valeriam pequenas fortunas.

Noruega: Bergen

Ela é a terra dos vikings, localizada na Escandinava, recortada por fiordes, assolada por invernos rigorosos e que exibe uma das melhores qualidade de vida do mundo, a Noruega é um país absolutamente organizado onde todo mundo parece com o Brad Pitt e a cerveja custa uma pequena fortuna. O custo de vida é bastante elevado, eles ganham bem, mas o turista tem que parar de converter coroas para reais e relaxar.

A beleza natural é marcante, o salmão e o bacalhau são servidos com fartura (até no café da manhã), o povo é super educado e chove pra caramba, um país de contrastes, já deu para notar? Bergen é a porta de entrada para os fiordes que podem ser conhecidos num cruzeiro de navio ou de carro, mas não tenha tanta pressa em ir adiante, fique nela uns três dias. Ela é uma cidade universitária e uma gracinha, tem um mercado de peixes e guloseimas exóticas que vale ser conhecido, ao ver cada atendente das barraquinhas você pensa: poderia ser modelo, que povo mais lindo! Loiras não fazem sucesso por lá, já as morenas …

O que fazer em Bergen além de “babar”, gastar todo seu dinheiro na cerveja mais cara do mundo e comer salmão? A vida acontece nas margens do Mar do Norte, os sobradinhos com telhados em V e coloridos parecem de brinquedo, bares e restaurantes esperam pelos visitantes e a melhor vista esta em cima do monte Floifjellet (nem tente pronunciar, garante-se no inglês, as chances de sucesso são maiores). Programas culturais bacanas: conhecer as casas de dois compositores famosos: Edvgar Greig (em Trodhaugen) e Ole Bull (na ilha de Lysoen).

Espere se deparar com luxo e peças raras: tapetes persas, candelabros, pinturas, pianos, lustres de cristal, peças de decoração de diversas partes do mundo, arquitetura barroca, um mundo a parte. Os meses de verão lá (de junho à agosto) são os melhores porque há concertos ao ar livre, depois do frio, o calor é celebrado com entusiasmo. O Solstrand Fjord Hotel é um lugarzinho para ficar o dia inteiro sem colocar o nariz de fora, viu? Ele foi construído em 1146 – curta a sauna com vista para o fiorde, a piscina com vista para o fiorde e o jardim com vista para o fiorde.